O Ponto de Luz
Por anos caminhei no escuro do porquê,
Perguntando ao tempo: “A que vieste?”
Muitas vozes responderam o que não era,
E o eco do mundo silenciou o que tu és.


Mas o tempo cansa de esconder o sagrado,
E nestes meses, um sopro acendeu a lanterna.
Algo pulsa, direciona e chama de lado,
Uma presença viva, pacífica, eterna.
Será este o segredo de toda a jornada?
Aprender, sentir, ouvir e finalmente ver?
Que a alma não precisa de mais nada,
Além de rasgar o véu e conhecer o seu ser?


Uma centelha pura, real e verdadeira,
Um ponto de luz que na grande fonte deságua.
A energia divina, sem margem ou fronteira,
Que cura a busca e acalma a mágoa.
Neste instante em que a canção se faz texto,
A paz invade, o peito transborda gratidão.
Tudo faz sentido, no mais perfeito contexto:
Seguir a luz de dentro é a única direção.
Passo a passo, sem pressa e sem medo,
Vou caminhar na claridade que o peito gerou.
Até que a busca vire o meu maior segredo:
Tornar-me uno com o Todo que me criou.




