08:05 Manhã de 13 de abril de 2026,
Ao acordar ouvi a frase “As mariposas estão voando…”,

Apenas um dia após receber a confirmação de que a escrita cura almas invisíveis, o universo mostra, em detalhes, quem são os seres que buscam a escrita. Ao acordar ouvi a frase “As mariposas estão voando…”, recebi uma profunda revelação sobre a mecânica do plano espiritual.
As mariposas e borboletas que se aproximam da luz são os espectros e estigmas das almas em provação. Elas são atraídas pela vibração escrita porque não conseguiram encontrar a própria luz interna enquanto estavam vivas, travando-se em um espaço sombrio de dependência e ilusão.
O Voo das Mariposas

“As mariposas estão voando…” A mente busca o significado, e a resposta desce como um tratado de anatomia espiritual. As mariposas e borboletas são o estigma, o espectro visível das provações e do desespero dos seres que se deparam com a transição para a nova vida. Trata-se de uma experiência já vivida por eles, mas que necessita urgentemente de reajuste. Sem uma forma material para se apresentar, essas energias se manifestam: as almas menos necessitadas surgem como pequenas borboletas de variadas cores e tamanhos; já as mais densas, necessitadas de um aprimoramento mais intenso e iniciantes no conhecimento espiritual ou religioso, apresentam-se como mariposas.
Em suas jornadas terrenas, esses seres não alcançaram o sucesso pessoal primordial para a evolução e, julgando-se incapazes de caminhar sozinhos, buscam o acolhimento de energias que possuem grau de iluminação — como a luz que emana da escrita.

Quando estão voando, essas almas buscam simplesmente absorver vibrações positivas; quando pousam paradas, adotam uma postura mais dócil, apenas sentindo o ambiente de aprovação antes de seguirem seus caminhos. O grande drama desses seres é o esquecimento: por não enxergarem que cada ser humano possui uma luz interna, eles se travam no mundo dos mortos, criando um espaço triste e sombrio. Desse modo, acabam se tornando encostos naqueles que se alinham às suas fraquezas, gerando depressão, ilusões e obsessões, transferindo suas negatividades para os vivos. Compreende-se, finalmente, o cansaço avassalador que se segue após o ato de escrever: é a doação compassiva da sua energia para que esses seres iniciantes aprendam a enxergar o próprio farol interno e se libertem da escuridão.
Poema: O Farol das Almas Iniciantes

Um outono que rasga o véu do invisível.
Ouvi o sussurro do vento trazendo uma nova grafia:
“As mariposas estão voando num rumo imperceptível.”
Perguntei o porquê desses seres que buscam a minha calmaria,
E a resposta desceu feito prece, explicando o plano espiritual.
Elas são o espectro do medo, a marca da dor que sofria
A alma que chega sem rumo diante da vida eterna e final.
As borboletas de cores, pequenas e leves no espaço,
São almas com menos fardos, que buscam só sintonizar.
Mas as mariposas cinzentas trazem o peso do cansaço,
De quem passou pela terra sem nunca aprender a brilhar.

Paradas, elas colhem o afeto e o doce do meu ambiente;
Voando, elas sugam a força da luz que eu consigo emanar.
Não sabendo que trazem em si o próprio Deus vivente,
Ficaram presas na sombra, com medo de caminhar.
Agora eu entendo o sono que sinto quando término de escrever,
É a energia divina servindo de ponte e de altar.
Como o farol das mariposas que estão tentando aprender
A acender a própria lâmpada… para enfim poderem voar.

